sábado, 27 de junho de 2015

Nuances do Amor


Ah, o amor! Sentimento mais lindo que existe e que move o mundo em todos os sentidos. O amor é um sentimento de carinho e demostração de afeto que se desenvolve entre seres humanos e outras espécies. Ou como diz Camões:

"Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que se ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?"
Amar realmente é um grande risco que corremos. Podemos jurar amor eterno hoje, acreditar que é pra sempre e amanhã tudo pode acabar: a pessoa pode deixar de te amar, pode deixar este mundo...

Não há garantia alguma e isso por vezes nos apavora. Algumas vezes, em resposta, criamos armaduras e não nos deixamos envolver. Outras, mesmo nos envolvendo, alimentamos a ilusão que podemos controlar este risco e passamos então a querer controlar o outro. É como se, de alguma forma, ao controlarmos as ações do outro conseguiremos controlar seus sentimentos e vontades. Quanta utopia...

Sempre fiquei impressionada como todas as pessoas são vulneráveis quando o assunto é amor. Até mesmo algumas que considero mais maduras e serenas se comportam de forma surpreendente quando o assunto é o relacionamento amoroso. Enfatizo aqui o amor romântico entre um casal, porque talvez seja onde estes medos e inseguranças se manifestem de forma mais intensa, contudo, acredito que nosso comportamento pode ser bem semelhante quando se trata de outros relacionamentos, como as amizades, relações entre pais e filhos, etc.

Muitas vezes, a necessidade de se ter controle e segurança nos faz agir de maneira impulsiva e incoerente. O fato de querer garantir que o outro nos ame sempre e para sempre nos faz perder a magia e a leveza que o amor pode nos oferecer.

Quando que me pego tentando controlar o outro, tento decodificar este sentimento para poder transformá-lo. Em primeiro lugar, é necessário se colocar em posição de igualdade em relação ao outro. Se sentir digno do amor que recebemos é essencial para retribuirmos com a mesma pureza e genuinidade. A culpa, se sentir pior que o outro, não merecedor deste amor, não irá nos fazer pessoas melhores e nem nos fará agir de modo melhor. Pelo contrário, só causará mais conflitos e nos levará a mais ações que boicotem nosso bem estar e felicidade, gerando consequências diretas na outra pessoa. Também é importante notar se não estamos nos sentido superiores de alguma forma, pois se assim o fizermos, iremos manifestar isso em nosso comportamento e mais uma vez será impossível atingir um estado de ternura e afeto mútuo. 

Além disso, não devemos entender como sinal de rejeição qualquer atitude do outro que é diferente daquilo que esperávamos.  – afinal, como pensamos que podemos controlar tudo, temos predefinida a listinha de “reações esperadas”. O outro, assim como nós, é um ser humano complexo e que possui questões e angustias próprias. Devemos exigir respeito sempre, não devemos nos rebaixar ou nos deixar ser agredidos. Porém existe uma distância enorme entre uma agressão e um comportamento que não é exatamente o que esperávamos.

Por último, e quem sabe a parte mais importante deste exercício pessoal, é preciso encarar os fatos. Realmente não há garantias. Tudo pode dar errado. E ai? Não vale a pena amar e ser amado? Claro que vale. Vivemos envolvidos na “cultura da vitória”. Algo só compensa quando um padrão estabelecido de sucesso é alcançado. Se lutarmos e falharmos é nos dado um titulo oficial de perdedor, de coitado. No entanto é preciso ter coragem para viver sob incertezas. O processo de nos entregar e conseguir amar com plenitude requer perceber que ser feliz não é uma questão de controle. Passa-se muito mais por aceitar a falta dele.

Provavelmente, nunca aprenderemos a lição de forma completa e definitiva. O amor será sempre um constante recomeço repleto de descobertas, e, acima de tudo, será sempre um risco a ser corrido... Mas fico me perguntando... "Existe algo neste mundo que nos torna mais humanos que sonhar e se deliciar com essa face desconhecida do amor?", Não consigo imaginar. Amar é ser humano.
BjK

P. S. Keila F.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Ninguém realmente se importa!

Hoje estive lendo alguns blogs de pessoas aleatórias na internet e me deparei com uma página muito interessante. Nesta eu encontrei um texto em especial que gostaria de compartilhar com você! 
O texto tem como título : “Ninguém se importa”. A partir desse título você já pode chegar ao ponto X desse post. Leia atentamente...

Cadê aquelas pessoas que te falavam que estariam sempre com você, que te falaram que você poderia contar com elas? que diziam gostar, se importar com você?
Acho que elas nunca se importaram de verdade, ninguém se importa!
Ninguém se importa, mas adoram te julgar, tem noção de quantas vezes já ouvi "você tem que se esforçar", "você não pode desistir" "você tem que aguentar", já ouvi coisas desse tipo de amigos até psicóloga. Mas nenhuma dessas pessoas sabe o que se passa dentro de mim, o quanto tenho me esforçado, tudo que tenho aguentado, ninguém sabe do esforço que tenho que fazer todos os dias para não desistir da vida.
Ninguém se importa, não é com elas, elas não tem ideia do que é se sentir constantemente mal, sentir que a sua vida não vale a pena, que ninguém te quer por perto, sentir uma dor insuportável, sentir vontade de morrer todos os dias, acreditar que isso seria a melhor coisa que poderia acontecer com você, imaginar e sonhar com esse dia. Elas não sabe como é difícil viver quando se sente tudo de uma forma tão intensa, tudo doí, absolutamente tudo, e você não consegue controlar isso. Tem horas que você está mal por uma coisa tão boba, você sabe que é boba que você não deveria estar assim por uma coisa tão pequena, mas a dor é enorme e verdadeira, não é drama!
Ninguém se importa, e eu queria tanto que alguém se importasse de verdade, queria sentir que alguém gosta de mim, que sou importante para alguém.
Mas NINGUÉM se importa!!!!


Agora, você deve também ter se sentido tão tocado quando eu, ou não. Bom, de fato estamos nos distanciando cada vez mais das pessoas que nos cercam, estamos sempre com pressa, cansados ou ocupados demais para parar e conversar com alguém.  E falo que “estamos”, pois também estou nessa com você. Nós estamos cada vez mais nos tornando mais egocêntricos, deixando de ouvir o amigo ou amiga para encher os seus ouvidos com as nossas realizações ou problemas. Não damos espaço para esse amigo ou amiga falar de si, dos seus sentimentos, de suas conquistas ou do que sei lá que seja, estamos nos distanciando das conversas entre velhos amigos, pois a conversa acontece com uma mútua troca de informações. Espero que você, assim como eu, reavalie o seu comportamento quanto ao se relacionar com as pessoas a sua volta, pois as vezes um “Como vai você realmente?” pode salvar uma vida. Pense nisso!

BjK

P. S. Keila F.