domingo, 6 de março de 2016

10 dicas sobre amor:

  1. O amor não machuca. Abusos físicos e/ou emocionais não são parte do amor.
  2. O amor não é manipulador, ele não deve ser usado para fazer com que outros façam o que se quer. Você nunca deve ceder às exigências de alguém com base no: “Você faria isso, se você me amasse!”
  3. O amor é um sentimento intenso de cuidar de outra pessoa. Ele pode assumir muitas formas diferentes (romântico, simpático, familiar), mas é sempre sobre os cuidados.
  4. Embora seja verdade que uma grande parte do amor é colocar a felicidade de outra pessoa à frente da sua própria, isso nunca inclui comprometer seus valores ou não ser verdadeiro a si mesmo.
  5. Se alguém lhe pedir para fazer algo que você não quer fazer, a fim de “provar” o seu amor, essa pessoa não te ama do jeito que você imaginava que amava. Quando você ama outra pessoa, você não pede a ela para se sacrificar em nome desse amor.
  6. É muito fácil confundir o desejo pelo amor. A verdadeira medida do amor romântico é o compromisso e a confiança, não atração física.
  7. É possível sentir o amor romântico por mais de uma pessoa num determinado momento. Imagine se é possível, para você, amar seus pais ao mesmo tempo, por que seria impossível sentir o amor romântico por duas pessoas ao mesmo tempo? Não reprima-se emocionalmente caso se encontre nessa situação infeliz. Só não se esqueça de permanecer solteira e ser aberta e honesta com todas as partes sobre os seus sentimentos e confusão.
  8. Sexo não é amor. Amor não é sexo. O sexo pode ser uma parte do amor romântico, mas nunca é obrigatório.
  9. O amor romântico pode desaparecer. E nem sempre há um motivo. Quando alguém termina com você isso não reflete seus valores como pessoa ou que você tenha falhado.
  10. O amor nos faz sentir felizes, seguros e apreciados.
Crédito: ThinkstockCrédito: Thinkstock

 






 BjK



P. S. Keila F.

A Máquina do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)


E como eu palmilhasse vagamente
uma estrada de Minas, pedregosa,
e no fecho da tarde um sino rouco

se misturasse ao som de meus sapatos
que era pausado e seco; e aves pairassem
no céu de chumbo, e suas formas pretas

lentamente se fossem diluindo
na escuridão maior, vinda dos montes
e de meu próprio ser desenganado,

a máquina do mundo se entreabriu
para quem de a romper já se esquivava
e só de o ter pensado se carpia.

Abriu-se majestosa e circunspecta,
sem emitir um som que fosse impuro
nem um clarão maior que o tolerável

pelas pupilas gastas na inspeção
contínua e dolorosa do deserto,
e pela mente exausta de mentar

toda uma realidade que transcende
a própria imagem sua debuxada
no rosto do mistério, nos abismos.

Abriu-se em calma pura, e convidando
quantos sentidos e intuições restavam
a quem de os ter usado os já perdera

e nem desejaria recobrá-los,
se em vão e para sempre repetimos
os mesmos sem roteiro tristes périplos,

convidando-os a todos, em coorte,
a se aplicarem sobre o pasto inédito
da natureza mítica das coisas.

(Trecho de A Máquina do Mundo, de Carlos Drummond de Andrade).

 






 BjK



P. S. Keila F.

O tal de "amor"

 Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho...o de mais nada fazer.
 O amor é tão mais fatal do que eu havia pensado, o amor é tão inerente quanto a própria carência, e nós somos garantidos por uma necessidade que se renovará continuamente. O amor já está, está sempre. Falta apenas o golpe da graça - que se chama paixão.
Mas tantos defeitos tenho. Sou inquieta, ciumenta, áspera, desesperançosa. Embora amor dentro de mim eu tenha... Só que não sei usar amor: às vezes parecem farpas...
Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. - Clarice Lispector


 






 BjK



P. S. Keila F.

Falar de você nunca é fácil

Falar de você mesma não é nada fácil, principalmente quando nem você descobriu quem é o seu “eu” de verdade. Contudo, vou contar um pouco do que eu já descobri sobre mim.
Keila é o tipo “cidadã do mundo”, que ama a liberdade e estar sempre em movimento. Apesar de negar é curiosa, gosta de aprender e sente verdadeiro pavor de rotina e falta de perspectiva. Geralmente, é alegre, muito divertida, ótima companheira de viagem e de riso, mas um tanto inquieta.
Como é descontraída e está sempre aberta ao novo, faz amizade em todas as camadas sociais, e se dá muito bem com ambos os sexos. De natureza idealista, dificilmente se entrega ao pessimismo e aos sentimentos de derrota, porque tem fé em algo mais elevado que rege o seu destino. Apesar disso, explosões de raiva não são incomuns, mas felizmente são rápidas e não causam grandes transtornos. O seu otimismo é realmente contagiante, mesmo quando, de tempos em tempos, ela atravessa situações complicadas.
Ela sente uma grande necessidade de se manter livre das amarras sociais para continuar buscando algo, a felicidade, o conhecimento ou seja lá o que for. Isso pode ser confundido com falta de comprometimento, e sob certas circunstâncias, pode efetivamente refletir falta de responsabilidade disfarçada de espírito de aventura. E como acredita que a verdade não pode magoar ninguém, às vezes é acometida por uma falta de tato aguda e pode ser/parecer bastante insensível e indelicada. Seja como for, graças à sua admirável abordagem da vida, sempre direta e honesta, geralmente é muito fácil perdoá-la.
Ama a natureza, a vida ao ar livre, os animais e os esportes. Gosta de viajar, passear e fazer longas caminhadas. Tende a exagerar, seja se envolvendo em muitos projetos, seja fazendo longas viagens, seja cometendo excessos sensoriais, gastronômicos, etc. Precisa de intervalos para descanso entre uma aventura e outra.
Talvez precise aprender a levar as coisas até o fim. Seu entusiasmo com um projeto é inversamente proporcional às dificuldades que apresenta e ao tempo que lhe toma. De forma geral, é simpática, bem humorada, prestativa e gosta de ajudar quem está em necessidade. Dificilmente fica ou se sente solitária, porque mesmo quando está viajando, vai fazendo amigos pelo caminho.
Geralmente é prática e se sente em casa em qualquer lugar do mundo. É confiável, mas inquieta. Muitas vezes reluta em se envolver em relacionamentos para não abrir mão da total liberdade. Pode ser romântica, mas não aceita muito bem o ciúme, mesmo porque se diverte brincando de flertar. 
Gosta de lidar com as pessoas e pode ter muitos trabalhos diferentes durante a vida, de preferência que lhe permitam liberdade de movimentos. Mesmo que esqueça alguns detalhes, têm uma boa visão geral e ótima capacidade de planejamento. Talvez seu maior desafio seja realmente evitar a inflexibilidade. Tem grande capacidade de trabalho, é resistente, resignada e persistente. Pode ser e/ou parecer um tanto lenta e/ou preguiçosa e apresentar predisposição à introspecção e/ou reclusão. Tal predisposição não é negativa, já que momentos de solidão produtiva serão fundamentais para seu crescimento pessoal.
De fato Keila rejuvenesce e fica mais feliz com o passar do tempo. Tal estado de espírito é associado ao pleno exercício de sua capacidade produtiva, e está diretamente condicionado ao sucesso profissional. Ela costuma avaliar a si mesma e aos outros pelas conquistas profissionais, pela carreira e pela posição social. O protocolo, as formalidades, os títulos, as honrarias e as figuras de autoridade a impressionam. Pode ser um tanto formal, tímida e adotar valores bastantes conservadores.
Keila se sente muito cobrada e faz jus à sua fama de responsável porque normalmente é ciente de suas obrigações e procura cumpri-las com pontualidade. Pode ser um tanto dogmática e desenvolver convicções bastante rígidas, e como acredita que a vida é dura, procura manter os pés no chão e caminhar com cuidado, como quem escala uma montanha, com passos lentos, mas firmes e calculados.
Dentre tantas características Keila se resume em uma apenas. Ela é uma pessoal moldável, que consegue sempre se encaixar em qualquer ambiente ou situação.


 






 BjK



P. S. Keila F.