terça-feira, 17 de março de 2015

Sacrifício

Ela, uma menina inteligente, delicada e sensível. Ele, completa todos os atributos dela, segue o mesmo caminho que ela, direito. Eles se conhecem no início do curso, logo viram amigos, quase confidentes.
A relação entre eles é sempre intensa, ela o ama, mas não admite nem para si mesmo, ele também corresponde a esse sentimento, e, é claro, se sente reprimido e nunca diz a ela o que realmente sente. Os anos se passam e nada entre eles acontece de fato, mas o amor só cresce. Ela já parou de negar para si mesma, está decidida a contar tudo o que está sentindo. Tudo estava bem até a melhor amiga conhecer o cara que ela estava afim, daí a tal amiga quase se jogou em cima dele, ela então desiste de tentar qualquer coisa, pois se sente menor que a amiga, sempre foi assim, a amiga a superava em tudo, desde os primeiros anos do colégio. Eles começaram a conversar e acabaram namorando, depois noivando, e, para ficar ainda mais doido ela ainda foi convidada para ser madrinha do casamento.
Hoje ela tem 30 anos, um emprego que detesta, se sente sozinha, não consegue ficar com ninguém por que só pensa nele. Ela chora ao vê-los juntos, pois sabe que já o perdeu para sempre. A melhor saída então é se afastar de tudo, mas ela não consegue se ver longe dele, mesmo com esse sentimento acumulado.

Ela ama tanto que abriu mão de sua própria felicidade para ver sua melhor amiga bem. Ela ama mais que tudo e demonstra isso da maneira mais bonita e triste, pelo sacrifício, e mesmo com tudo isso ainda é julgada por muitos, muitas vezes pelo fato de estar sempre sozinha, sendo cotada como “solteirona”. Ela só quer ser feliz sem fazer infeliz aqueles que tanto ama. E o seu maior pecado é ter amado demais.
BjK

P. S. Keila F.

sábado, 7 de março de 2015

Eu contínuo a lhe escrever

Pedaços de mim partes importantes eu volto pelo mesmo caminho para resgatar as minhas melhores partes.
Sabendo que a melhor parte minha é você eu vou te reescrever várias e várias vezes de maneiras diferentes, mas em todas elas dando a você o amor e carinho que merece.
Eu escrevo para ver se eu me liberto mesmo sabendo que essa sensação de liberdade durará até o momento em que eu parar de escrever.
Me prendi no teu sorriso, eu só desejo ser eu mesma, como eu quero ser de verdade, quero acontecer, eu vou levar você aonde for vou te levar até não poder mais te carregar.
Eu amei e amo você pelos seus defeitos e você me fez querer você pelas suas qualidades. O teu olhar não me diz nada e tudo ao mesmo tempo, mas eu não posso culpar ninguém pela falha em ter você, pois muitas vezes a busca pelo prazer sempre nos leva a muitos desprazeres.
Quando eu quis o seu “sim” não aconteceu, quando eu quis o seu “não”, você também não me deu. Suas contraversões são minhas penas, só que tem um momento que a vida tem que seguir.
De mãos dadas com o futuro olhos cheios de lágrimas por conta do passado, o que eu faço é me agarrar ao presente.
A única coisa que ainda compartilhamos é esse sol, e toda vez que eu me atrevo a olhar pra ele eu lembro de você.
Um dia, as coisas não serão mais como são atualmente, amanhã não vai ser como o nosso hoje. Eu vou te tirar de mim. E depois de você meus segredos se tornaram suas verdades.
BjK

P. S. Keila F.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Deve ser legal ser um cachorro...

Quem nunca pensou, pelo menos uma vez, que a vida seria muito mais fácil caso fosse um bicho de estimação?
E que melhor bicho para ser do que um cachorro? Alegre, fofinho e divertido.
Não ter preocupações, levar tudo na brincadeira, não guardar mágoas. E o melhor de tudo, poder se divertir com as bizarrices que as pessoas fazem para chamar a atenção: "culuculuculuculu", "ati mamazinha", "mininu pêtu", "meu ámoooor", "quiisquiisquiis"... sem falar nas caretas. Fica difícil dizer se as pessoas ficam mais ridículas diante de um cachorro ou de um bebê. De um cachorro bebê talvez... Não?
Poder se divertir com coisas triviais como uma garrafa de plástico, um pedaço de corda, um balão, ou até mesmo um pedaço de maçã.
Não guardar rancor após uma briga. Dar um tempo, e depois voltar como se nada tivesse acontecido.
Ser amado incondicionalmente e OUVIR isso todos os dias.
Levar conforto e alegria para as pessoas precisando apenas estar presente ou dar aquela encostadinha do focinho.
Ajudar a família a "manter a forma" brincando de pega-pega.
E o mais incrível de tudo: se fazer entender por um olhar. Pra quê falar?
Eu não sei se alguém concorda comigo, mas às vezes eu queria ser um "cachorro de família"; ter uma vida tranquila e feliz, sem os problemas e preocupações do ônus de ser humano.
BjK

P. S. Keila F.

Mais um livro na cabeça

Não é novidade para quem me conhece que eu tenho uma verdadeira paixão por livros.
Procuro ler de tudo, desde os clássicos da literatura até os best sellers, bons ou ruins, mais comentados. E eu sou uma "devoradora de livros": quando começo a ler um livro que me agrada, só sossego quando o termino, geralmente em poucos dias ou em uma semana no máximo.
Entretanto, a minha última leitura foi demasiadamente penosa parta mim. Demorei cerca de QUATRO meses para conseguir terminar de ler "As Viagens de Gulliver" (Travels into Several Remote Nations of the World, in Four Parts. By Lemuel Gulliver, First a Surgeon, and then a Captain of several Ships), de Jonathan Swift. Parecia que não terminava nunca! Não que o livro seja ruim - eu não me atreveria a afirmar tal coisa -, mas ele é um tanto prolixo, demasiadamente descritivo e, portanto, entediante. Ah! E não tem um único diálogo. Tá bom que é no estilo "diário de viagem", mas... "Keila, você está falando de um livro do século XVIII! Lógico que ele tem um linguagem mais difícil e é um pouco mais detalhista". Tá! Eu sei disso. Mas só comecei com esse livro porque achei o filme o máximo, cômico e ao mesmo tempo dramático, enfim já li muitos outros livros tidos como clássicos da literatura que não foram tão penosos de ler como esse foi.
Mas, vamos à história.
O livro, como o título sugere, retrata as viagens de Lemuel Gulliver, cirurgião britânico que posteriormente também se torna capitão de navio. Mas suas viagens não se restringem aos quatro cantos do mundo já conhecidos. Ele sempre acaba sendo separado da tripulação e aportando em um país totalmente desconhecido e diferente de tudo o que se conhece.

Primeiro ele chega à terra dos liliputianos, seres humanos em miniatura, em outra viagem vai a Brobdingnab, terra dos gigantes. Na terceira, chega à Ilha volante, com seu habitantes deformados, passando pela Ilha dos feiticeiros mágicos (ponto mais interessante), por Luggnagg, onde tinha alguns habitantes imortais, e pelo Japão. A última viagem foi ao país dos Houyhnhnms, onde os dotados de razão eram os cavalos (ponto mais extraordinário do livro).
Então vai o meu principal problema com o livro: o cara é um verdadeiro mau agouro para viagens. Suas embarcações sempre acabam naufragando, sendo roubadas e, por último, há um complô no qual ele é expulso do navio. E ele continua insistindo em viajar. Mesmo passando meses, anos em terras estranhas e deixando a sua família ao relento (por que ele tem esposa e filhos). Ele volta de uma viagem de cinco anos, passa uma semana em casa, engravida a esposa e vai embora.
Mas até aí, tudo bem. O problema é a incrível subserviência que ele tem com os povos descobertos, reduzindo-se de imediato a súdito TOTALMENTE submisso a não importa que tipo de povo, insistindo em chamar "seus donos" de "amo". Alguma submissão pode até ser necessária para sobreviver, mas a do personagem é extrema, exagerada e irritante.

Agora, o que me fez continuar a ler o livro: Swift usa o contato de Gulliver com os diferentes povos para fazer uma análise/crítica da sociedade e instituições britânicas (universal) e até sobre a História e os seres humanos. Ele denuncia, de forma até irônica, as corrupções, falhas, comportamentos de seu país natal e de sua gente mostrando, através dessas novas sociedades, que "menos é mais". O mundo "moderno" é tão cheio de regras para funcionar que não percebe que elas só o fazem desandar. O personagem acaba chegando ao ponto de, decepcionado com a sua própria espécie, preferir viver com os houyhnhnms ou totalmente recluso a ter que voltar a viver e ser influenciado pelos yahoos (tipos humanoides do país dos houyhnhnms - Gulliver passa a utilizar o termo para se referir a qualquer tipo de ser humano). Exagerado? Completamente. Mas faz sentido a partir do momento que se abre os olhos para todas as mazelas antes obscurecidas pelo costume e se tem contato com uma sociedade mais verdadeira, justa e funcional.
De qualquer forma, estou satisfeita de ter me obrigado a terminar de ler o livro. Não é uma das leituras mais agradáveis, mas nem tudo o que é agradável pode ser considerado bom (se é que você me entende), e vice-e-versa.

E, como o post já está demasiadamente longo, é melhor parar por aqui... Então, até o próximo post!
BjK

P. S. Keila F.