Ela,
uma menina inteligente, delicada e sensível. Ele, completa todos os atributos
dela, segue o mesmo caminho que ela, direito. Eles se conhecem no início do
curso, logo viram amigos, quase confidentes.
A
relação entre eles é sempre intensa, ela o ama, mas não admite nem para si
mesmo, ele também corresponde a esse sentimento, e, é claro, se sente reprimido
e nunca diz a ela o que realmente sente. Os anos se passam e nada entre eles acontece
de fato, mas o amor só cresce. Ela já parou de negar para si mesma, está
decidida a contar tudo o que está sentindo. Tudo estava bem até a melhor amiga
conhecer o cara que ela estava afim, daí a tal amiga quase se jogou em cima
dele, ela então desiste de tentar qualquer coisa, pois se sente menor que a
amiga, sempre foi assim, a amiga a superava em tudo, desde os primeiros anos do
colégio. Eles começaram a conversar e acabaram namorando, depois noivando, e,
para ficar ainda mais doido ela ainda foi convidada para ser madrinha do
casamento.
Hoje
ela tem 30 anos, um emprego que detesta, se sente sozinha, não consegue ficar
com ninguém por que só pensa nele. Ela chora ao vê-los juntos, pois sabe que já
o perdeu para sempre. A melhor saída então é se afastar de tudo, mas ela não
consegue se ver longe dele, mesmo com esse sentimento acumulado.
Ela
ama tanto que abriu mão de sua própria felicidade para ver sua melhor amiga
bem. Ela ama mais que tudo e demonstra isso da maneira mais bonita e triste,
pelo sacrifício, e mesmo com tudo isso ainda é julgada por muitos, muitas vezes
pelo fato de estar sempre sozinha, sendo cotada como “solteirona”. Ela só quer
ser feliz sem fazer infeliz aqueles que tanto ama. E o seu maior pecado é ter
amado demais.
P. S. Keila F.


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