Por acordar na inquietude
De uma madrugada de sombras
E gritar no seu íntimo
Agonizando com um medo sem igual
Medo que à ninguém mais desejo.
Até a mais suave brisa assombra
Não permito-me nem saciar a sede,
Pois o medo me faz de refém
Os meus sentimentos morrem
Impedindo-me de comunicar
É um medo que me impede, bloqueia
Me faz permanecer estática
Sem qualquer perspectiva
As horas avançam e eu aqui
Inerte.
Sem desejos, sem emoções
O medo levou até aquele sentimento...
Aquele que te faz gostar sem nada de volta querer
E nessa situação, o que fazer?
Um questionamento que o medo não permite resolver.