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terça-feira, 4 de setembro de 2018

Perdida - Um Amor Que Ultrapassa As Barreiras do Tempo

Você já se deparou com livro que te tirasse do seu mundo e te jogasse em um lugar e época totalmente diferentes? Em “Pedida” é exatamente assim! Carina Rissi conseguiu me jogar em 1830 e viver um amor que transcende vidas junto com Sofia Alonso e Ian Clarke.

A história gira em torno de Sofia que vive em uma metrópole e está acostumada com a modernidade e as facilidades que ela traz (Muito parecida comigo). Ela é independente e tem pavor à mera menção da palavra casamento (Já comecei a me identificar). Os únicos romances em sua vida são aqueles que os livros proporcionam (Eu na vida). Após comprar um celular novo, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de como voltar para casa– ou se isso sequer é possível, pois é algo surreal (o que eu amo nos livros...). Enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo – e lindo – Ian Clarke, Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos... Perdida é uma história apaixonante que faz você também se perder gostosamente entre as páginas... Eu me apaixonei a cada capítulo... Você com certeza vai amar se perder tanto quanto Sofia e querer devorar até a última página.
O melhor de tudo é que no final da leitura você ganha um bônus com:




  

sexta-feira, 6 de março de 2015

Mais um livro na cabeça

Não é novidade para quem me conhece que eu tenho uma verdadeira paixão por livros.
Procuro ler de tudo, desde os clássicos da literatura até os best sellers, bons ou ruins, mais comentados. E eu sou uma "devoradora de livros": quando começo a ler um livro que me agrada, só sossego quando o termino, geralmente em poucos dias ou em uma semana no máximo.
Entretanto, a minha última leitura foi demasiadamente penosa parta mim. Demorei cerca de QUATRO meses para conseguir terminar de ler "As Viagens de Gulliver" (Travels into Several Remote Nations of the World, in Four Parts. By Lemuel Gulliver, First a Surgeon, and then a Captain of several Ships), de Jonathan Swift. Parecia que não terminava nunca! Não que o livro seja ruim - eu não me atreveria a afirmar tal coisa -, mas ele é um tanto prolixo, demasiadamente descritivo e, portanto, entediante. Ah! E não tem um único diálogo. Tá bom que é no estilo "diário de viagem", mas... "Keila, você está falando de um livro do século XVIII! Lógico que ele tem um linguagem mais difícil e é um pouco mais detalhista". Tá! Eu sei disso. Mas só comecei com esse livro porque achei o filme o máximo, cômico e ao mesmo tempo dramático, enfim já li muitos outros livros tidos como clássicos da literatura que não foram tão penosos de ler como esse foi.
Mas, vamos à história.
O livro, como o título sugere, retrata as viagens de Lemuel Gulliver, cirurgião britânico que posteriormente também se torna capitão de navio. Mas suas viagens não se restringem aos quatro cantos do mundo já conhecidos. Ele sempre acaba sendo separado da tripulação e aportando em um país totalmente desconhecido e diferente de tudo o que se conhece.

Primeiro ele chega à terra dos liliputianos, seres humanos em miniatura, em outra viagem vai a Brobdingnab, terra dos gigantes. Na terceira, chega à Ilha volante, com seu habitantes deformados, passando pela Ilha dos feiticeiros mágicos (ponto mais interessante), por Luggnagg, onde tinha alguns habitantes imortais, e pelo Japão. A última viagem foi ao país dos Houyhnhnms, onde os dotados de razão eram os cavalos (ponto mais extraordinário do livro).
Então vai o meu principal problema com o livro: o cara é um verdadeiro mau agouro para viagens. Suas embarcações sempre acabam naufragando, sendo roubadas e, por último, há um complô no qual ele é expulso do navio. E ele continua insistindo em viajar. Mesmo passando meses, anos em terras estranhas e deixando a sua família ao relento (por que ele tem esposa e filhos). Ele volta de uma viagem de cinco anos, passa uma semana em casa, engravida a esposa e vai embora.
Mas até aí, tudo bem. O problema é a incrível subserviência que ele tem com os povos descobertos, reduzindo-se de imediato a súdito TOTALMENTE submisso a não importa que tipo de povo, insistindo em chamar "seus donos" de "amo". Alguma submissão pode até ser necessária para sobreviver, mas a do personagem é extrema, exagerada e irritante.

Agora, o que me fez continuar a ler o livro: Swift usa o contato de Gulliver com os diferentes povos para fazer uma análise/crítica da sociedade e instituições britânicas (universal) e até sobre a História e os seres humanos. Ele denuncia, de forma até irônica, as corrupções, falhas, comportamentos de seu país natal e de sua gente mostrando, através dessas novas sociedades, que "menos é mais". O mundo "moderno" é tão cheio de regras para funcionar que não percebe que elas só o fazem desandar. O personagem acaba chegando ao ponto de, decepcionado com a sua própria espécie, preferir viver com os houyhnhnms ou totalmente recluso a ter que voltar a viver e ser influenciado pelos yahoos (tipos humanoides do país dos houyhnhnms - Gulliver passa a utilizar o termo para se referir a qualquer tipo de ser humano). Exagerado? Completamente. Mas faz sentido a partir do momento que se abre os olhos para todas as mazelas antes obscurecidas pelo costume e se tem contato com uma sociedade mais verdadeira, justa e funcional.
De qualquer forma, estou satisfeita de ter me obrigado a terminar de ler o livro. Não é uma das leituras mais agradáveis, mas nem tudo o que é agradável pode ser considerado bom (se é que você me entende), e vice-e-versa.

E, como o post já está demasiadamente longo, é melhor parar por aqui... Então, até o próximo post!
BjK

P. S. Keila F.